Corte em transição capilar: o que avaliar antes de pegar a tesoura

A cliente em transição não quer ouvir "vamos cortar tudo". Ela quer alguém que entenda o momento dela. E isso começa por uma avaliação bem feita.
Entenda o momento da cliente
Nas aulas com convidados, o JP e a equipe lembram que nem toda transição é escolha. Muitas pessoas entram em transição porque o cabelo não tolera mais química, ou por orientação médica. Isso muda a conversa: a cliente pode estar insegura, e o seu atendimento precisa acolher antes de cortar.
Os princípios que o JP avalia
- Qual base química está no cabelo. O que foi feito, há quanto tempo e em que parte do comprimento.
- Qual corte ela quer: formato ou eliminação. Ela quer dar forma ao cabelo enquanto a transição acontece, ou quer eliminar a parte com química?
- Os hábitos. Usa muito o cabelo preso? Fez mechas em cima da transição? Usa chapinha ou ainda escova? Os hábitos facilitam ou dificultam o processo.
Duas texturas na mesma cabeça
Na transição, é comum ter o cabelo natural na raiz e o processado no comprimento. Se você corta como se fosse uma textura só, o caimento fica estranho onde as duas se encontram. Por isso o corte em transição pede leitura de onde o encolhimento começa e onde ele para, e muitas vezes um corte de formato que disfarce essa linha enquanto o cabelo cresce.
Combine o plano com ela
Transição é processo, não um corte só. Explique o que vai ser feito hoje, o que fica para as próximas visitas e o que ela precisa fazer em casa. Cliente que entende o plano volta.
Perguntas frequentes
Qual o melhor corte para transição capilar?
Depende de três pontos: a química que está no cabelo, se a cliente quer formato ou eliminação da parte processada, e os hábitos dela no dia a dia.
Preciso fazer big chop na transição?
Não necessariamente. Muitas clientes preferem um corte de formato e ir eliminando a química aos poucos. Isso deve ser combinado na avaliação.



